Desculpa os primeiros cantos de um poeta, uma sabiá ao nascer não traz doçura nos seus cantos de amor.
Trago uma lira sem cordas; um verão, mas sem sol; uma primavera, mas sem flores; uma coroa de folhas, mas sem viço.
Tais cantos saem do coração, de vibratos doloridos que agitam os meus sonhos, de notas que o vento levou e o tempo esqueceu.
São as páginas despedaçadas de um livro não lido...
Agora despido dos véus do misterio do meu amor e da minha solidão, derramar-vos-ei os ultimos perfumes das minhas lagrimas, óh amigos recebei-a no peito e amai-a como consolo de uma alma esperançosa.
Alvares de Azevedo - adaptado
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